quarta-feira, 2 de junho de 2010

Petit Gateau



Eu tive uma ajuda mais que especial para fazer o Petit Gateau. Na verdade foi minha musa inspiradora, porque depois de horas na cozinha já tinha até abandonado a idéia do Petit Gateau, principalmente depois que olhei na geladeira e vi que faltavam ovos!

Mas aí veio a Clara (ou Clara Flor, depende do dia e da hora) e disse: é só ir comprar. E ainda falou pro pai dela que precisava da chave do carro e de dinheiro! Imagina daqui uns 12 anos! hahaah

Eu adoro essa receita, mas tenho penado para conseguir assar no ponto certo! O bom é que não tem como ficar ruim, mas tem como não ter caldinha escorrendo.
Meu forno não anda muito amigo.

Ingredientes:

- 2 ovos e 2 gemas
- 2 colheres de sopa de açúcar
- 200g de chocolate meio amargo (abusei e usei um lindt 85% de cacau)
- 1 colher de sopa caprichada de manteiga
- mais um puco de manteiga e farinha para untar as forminhas
- sorvete de creme
- folhinhas de hortelã para decorar e dar um toque especial

Modo de preparar:

Antes de começar o preparo ligue o forno para ele ir pré-aquecendo.



Derreta o chocolate e a manteiga em banho maria.



Bata na batedeira os ovos e o açúcar até ficar com uma cor clara, um beje bem clarinho.


Existe coisa mais linda do que minha amiga de cozinha?

Misture então o chocolate derretido com uma colher sem mexer demais.



Nesa hora parece que não vai ficar escuro, porque demora a cor a "pegar", mas fica!



Unte as forminhas com manteiga e depois farinha.

Preencha as formas deixando um dedo de espaço, pois mesmo sem nada de fermento o danado cresce!

Coloque as forminhas em uma forma, e leve ao forno por 7 minutos. Isso mesmo, só 7 minutos, porque senão seca igual ao último que fiz! Aí fica gostoso, mas não fica quentinho!
O meio fica meio brilhante, bem com cara de que não tá assado, mas é essa a idéia.

Essa receita dá para congelar, já nas forminhas, e quando for o dia de servir, é só tirar com umas 2h de antecedência para voltar a temperatura ambiente e então assar.



Desenforme no próprio prato onde será servido, coloque uma bola de sorvete de creme e enfeite com umas folhinhas de hortelã.
Vê se faz umas bolas mais bonitas do que essa que eu fiz!

Rapidinho, suja bastante louça e vale a pena!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Creme de abóbora com alho poró, carne seca e parmesão



Esse creme tem tudo a ver com o friozinho que tem feito nos últimos dias.
Gostoso de fazer e de comer...

- 1 abóbora cabutiá média (aquela da casca grossa verde escura, bem laranja por dentro!)
- 1 alho poró
- 300g de carne seca dessalgada e picadinha
- sal a gosto
- 1 colher de sopa de manteiga
- 1/2 xícara de queijo parmesão ralado na hora.

Lave bem a abóbora e pique em pedaços de mais ou menos 2cm x 2cm. Quanto menor mais rápido cozinha. Não precisa descascar. Se você gosta sem casca é melhor escolher uma abóbora menos "casca grossa".



Eu gosto de já colocar a panela com água para ir fervendo enquanto pico as coisas, porque assim vou jogando os pedaços direto na panela.



Lave e pique o talo do alho poró, até bem perto das folhas.



Derreta uma colher de sopa (generosa) de manteiga em uma panela - fogo médio. Acrescente então o alho poró e deixe refogando por uns 7 minutos, até murchar bem e deixar a manteiga bem saborosa. Coloque então a carne seca já dessalgada e picadinha e refogue por mais alguns minutos.



Deixe a abóbora bem cozida. O ideal é não colocar água demais, assim, fica mais cremosa.



Quando estiver macia, você use um batedor como este da foto ou leve no liquidificador. Se for este o caso, vai do seu gosto deixar ou não uns pedaços sem bater.

Depois de processada a abóbora, aqueça o refogado de carne e alho poró - se precisar - e então despeje o creme de abóbora. Acrescente o queijo parmesão ralado.

Deixe ferver por alguns minutos, prove e acerte o sal se for preciso.

Sirva bem quente, com um fio de azeite por cima e mais um poquinho de parmesão ralado na hora.

Delícia!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Cajuzinho!

Ontem foi aniversário da minha comadre e eu fiz cajuzinho!
Tudo bem que acabamos chegando na casa dela na finaleira, e como se não bastasse, levei a "massa" para enrolar lá.

É tão fácil de fazer!!

1 lata de leite condensado
500g de amendoim torrado, descascado e então moído no liquidificador
Antes de moer o amendoim, separar um punhado para enfeitar
4 colheres de sopa de chocolate em pó
açúcar refinado para passar os docinhos

Leve ao fogo o amendoim torrado, descascado e moído (sem esquecer de separar um punhado) juntamente com o leite condensado e o chocolate. Mexa sempre até que começe a desgrudar do fundo da panela. O ponto é parecido com brigadeiro.

Despeje a "massa" em uma travessa para esfriar, coloque o açúcar refinado em um potinho fundo, para que você não precise passar a mão, e somente com uma sacodida já fique todo o cajuzinho coberto pelo açúcar.

Eu percebi que é melhor colocar o amendoim na pontinha do cajuzinho antes, pois gruda melhor e dá para ajeitar caso ele deforme.

Ficou uma delícia e a comadre também gostou!

Não tirei foto... fica para a próxima, porque quero tentar essa receita com castanha de caju! huuuum!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Berbigão

Ontem descobri o come-se. Um blog que amplia o conceito de blog de culinária, gastronomia, receitas...

Com posts ricos em pesquisas e informações que fogem do básico. Quem conheçe o Cruá ou o Bacuri? E uma receita com pincel de estudante? Aquela florzinha vermelha que dá em tudo que é canto?

Puxando a sardinha para mais perto de mim, ou melhor o berbigão, encontrei um post falando sobre o movimento Slow Food® Brasil e o Projeto Arca do Gosto, um acervo com alguns "ingredientes" bem típicos e regionais, e com a possibilidade de ser ampliado, claro.


Conheci o berbigão comendo o clássico pastel de berbigão, que é uma delícia! Foi interessante ver essa abordagem sobre este ingrediente tão pouco valorizado!

Vou reproduzir aqui o post do COME-SE:

Berbigão, um molusco na Arca do Gosto

Estes berbigões de Santa Catarina foram servidos durante a apresentação dos alimentos da Arca do Gosto, no Terra Madre. Deliciosos, como sempre. Já os pratos abaixo, comi durante a visita da Comissão da Arca do Gosto à Florianópolis, para conhecer de perto o habitat do molusco e os problemas enfrentados pelos extrativistas locais, como Seu Aristides, que dependem do molusco como alimento e da renda gerada por ele, mas se vêem explorados por atravessadores que pagam pouco pelo produto limpo, e ainda tiveram que lidar com a diminuição da reserva reprodutiva por causa da extração desordenada e a quase eliminação do estoque, a partir de 1995, quando passou por ali, aterrando grande parte do baixio, a Via Expresso Sul, que alterou toda a biodiversidade do mangue e a organização dos extrativistas, mesmo sendo ali uma Resex. A Resex Marinha do Pirajubaé, primeira reserva marinha do Brasil, foi criada em 1992 na baía sul da Ilha de Santa Catarina, com o objetivo de conservar o estuário do Rio Tavares, onde se concentra a extração do molusco e garantir o desenvolvimento sócio-econômico dos extrativistas tradicionais, e isto foi fundamental para o manejo sustentável do berbigão - mas não impediu os estragos da rodovia.
Também chamado de vôngole, marisco-da-areia, maçunim, papa-fumo, pedrinha, samanguaiá, sarro-de-peito, sarro-de-pito e simongóia, em Santa Catarina todos os conhecem mesmo é por berbigão. Em Portugal, os berbigões que vi são diferentes; já as ameijoas-brancas são mais parecidas com estes nossos berbigões de nome Anomalocardia brasiliana, da família dos Verenidae. Eles estão distribuídos ao longo da costa do Brasil e já foram abundantes no litoral de Santa Catarina, fazendo parte do hábito culinário local. Comem fitoplâncton ou microalgas e zooplâncton, além de outras matérias orgânicas em suspensão e com um ano já são considerados adultos e podem ser coletados, mas o ideal é que atinjam 3 ou 4 anos para garantir reprodução. A coleta artesanal é feita com rastéu ou gancho - tipo de ancinho, meio gaiola, que vai até o fundo do terreno lodoso da praia e é arrastado trazendo apenas os moluscos de tamanho pré-determinado (a gaiola não pode ter espaçamento menor que 1,3 centímetro, mas o tamanho ideal é de 2 centímetros). Uma das determinações da Resex é que cada família colete no máximo 9 latas de 18 litros. Considerando que cada lata rende quase 1,5 kg de molusco limpo, que dá um trabalhão danado para limpar, depurar para tirar o gosto de terra, fumo ou "travor", cozinhar e descascar, e que o atravessador paga só R$ 4,00 por quilo, calcule quanto sobra para cada família! Por tudo isto, é que entrou para a Arca do Gosto.
Quem quiser comprar berbigão destes extrativistas (mas, por favor, hem, não vá querer pagar preço de atravessador), entre em contato com: Ubiratan Farias, dono e chefe do Restaurante Villa Açor - Telefone: (48) 32599091 e (48) 99971072,
email: tam_farias@yahoo.com.br
Marcos José de Abreu, Coordenador Urbano do CEPAGRO - Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo - Telefone: (48) 3334 3176, email: marcos@cepagro.org.br
E agora, o vídeo do Ubiratan e Seu Aristides falando no Terra Madre Brasil 2010:







Obrigada Neide Rigo! Não só por esta postagem! Por todo conteúdo rico que você disponibiliza no Come-se!

Créditos: as fotos, vídeos e o texto foram retiradas do Come-se

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Rabada Bêbada


Não é só a rabada que está bêbada! Minhas panelas não ficam de ressaca porque são boas!
Ontem à noite fiz para o jantar uma Picanha ao molho de cerveja preta e bacon! Receitinha boa tirada do Mesapra1 que a galera fez no dia de comemoração de São Patrício. Na verdade a receita é do Cozinha Pequena.

Não sei se minha picanha estava magra ou se de fato acho que a receita vai bem com uma maminha, ou outra carne mesmo. Achei meio "desperdício" fazer com picanha, apesar de ter ficado bom. A sensação é de que outras carnes mais em conta funcionariam bem! Comemos com uma massa italiana San Frediano - Pappardelli nº 1-35.
Mais que honesta. O pacote de 500g custa uns 7 reais.

Bom, mas voltando a rabada...

Hoje é feriado e quem me conheçe sabe que não é um feriado que eu desfrute alegremente. Pra piorar amanheçeu ventando e em seguida invernou, com chuva fina e friozinho.

Pensei cá com meus botões: Chegou a vez da rabada! Será um bom consolo!

Ingredientes:

1 rabada já limpa
2 cebolas médias picadas grosseiramente
umas 4 colheres de sopa de azeite (eu usei a gordura da carne de ontem, que depois de resfriada ficou fácil de ir retirando com uma colher)
1 caldo de costela (sim, vou cometer esse pecado)
2 copos de vinho tinto - eu só tinha um frisante e foi ele mesmo
1 lata de cerveja pilsen
- 1 colher de molho de mostarda
- 1 colher de catchup


Modo de preparo:

Aqueça a panela de pressão, acrescente o azeite (ou a gordura de carne) e logo em seguida coloque as cebolas picadas. Não mexa muito, mas deixe a cebola dar uma leve murchada.
Frite de 4 em 4 ou no máximo 5 os pedaços da rabada até que fiquem bem dourados. Vá retirando e reservando até que todos tenham sido selados e já estejam bem dourados.

Volte com todos para a panela, acrescente o vinho, o caldo de costela (ainda não acredito que recorri a isso!), a cerveja.

Feche a panea de pressão e quando começar a chiar abaixe o fogo.

Muita gente tem medo de panela de pressão, mas eu inclusive tenho mania de dar umas sacodidinhas nela para evitar que a carne grude no fundo e queime.

Depois de uns 1 hora desligue o fogo, espere a pressão baixar, acrescente o tomate pelatti, dê uma conferida se a carne já está soltando do osso. Volte com a panela para o fogo, tampe e depois que chiar abaixe o fogo e cozinhe por mais 1h e meia.

No final é só ver se a carne está macia e voltar colocar ela no fogo por mais uns 15 minutos, mas sem tampar.

O importante é sempre finalizar carnes feitas na panela de pressão com pelo menos 10 minutos de fogo com a panela destampada. Minha mãe que me ensinou isso, e em matéria de cozinha eu simplesmente acato suas recomendações! Ela tem a mão cheíssima!

Depois de pensar que está pronto, basta retirar a gordura de cima com uma concha. Essa gordura pode ser usada no futuro! O ideal mesmo é levar a panela para a geladeira para formar aquela camada e então retirá-la.

Aí sim pode servir com uma boa massa, um pãozinho, uma farofa, arroz, enfim... vai com tudo!

Olhei pra minha super prateleira de condimentos e decidi não usar mais caldo pronto! hehehe

terça-feira, 20 de abril de 2010

eñe restaurante, um dia eu chego lá



Hoje fui parar (e não consigo sair) no site do EÑE restaurante, que tem casa em SP e RJ.
Cheguei através de um Tartar de Atum que em breve prepararei e fiquei viajando nos vídeos.
Com todo respeito, o Chef Javier Torres é uma coisa bem linda, e aí não bastasse, de vídeo em vídeo, de descoberta em descoberta aparece uma cópia dele! O Chef Sergio Torres.
São irmão gêmeos, espanhóis que acá estão com a proposta da "nueva cocina española".

Nos vídeos têm receitas bem interessantes e super explicadas, vale muito a pena conferir.

Assim que eu executar qualquer uma delas estará aqui também!

São Paulo ou Rio...

Um dia eu chego lá, de verdade!

sábado, 20 de março de 2010

Rap10 1001 ulitilidades!


Ontem comprei pela primeira vez um produto que há tempos namoro. E não foi pelo preço (menos de R$ 5,00) que não havia comprado antes, é que sempre tem pão dormindo aqui em casa!

O Rap10® é um pão tipo tortilha da Pullman® que me agradou bastante. Uma massa finíssima levinha levinha, sem sal, sem açúcar e que fica pronta em muito pouco tempo.

Como o meu preparado de hoje foi um quase almoço, fiz desta forma:

Dourei um lado da massa em fogo baixo na frigideira anti-aderente sem colocar nem uma gota de azeite ou manteiga.


Quando já estava dourada, virei a massa para dourar o outro lado e então coloquei duas fatias de mussarela, e uma carne de panela desfiada.



Dobrei ao meio e deixei dourar mais um pouco e ficar crocante.

Feita a festa.

O mais legal é que eu fiz esse bem simples, mas fiquei imaginando tudo que pode se fazer com essa massinha! Ai ai ai, acho que vão rolar algumas receitas com Rap10.
E juro que não tem ninguém me pagando para fazer propaganda!

E também juro que vou parar de usar o iPhone para as fotos! Vou providenciar uma máquina decente!